A suspensão do Jornal de Sexta da TVI, que culminou no pedido de demissão da Direcção de Informação do mesmo canal, aconteceu devido a pressões por parte do governo em funções. Ora, a decisão, defendida unicamente pela administração da Prisa (grupo espanhol) e contestada pela administração da Media Capital (por Bernardo Bairrão) aconteceu a um mês das eleições legislativas por interesse do Partido Socialista, que já tinha tentado o mesmo aquando da compra da TVI pela PT.
Simplificando, o PS pressionou o grupo espanhol Prisa para impedir a apresentação do Jornal de Sexta pela Manuela Moura Guedes, orquestrando com a Direcção de Informação da TVI uma manobra de disfarça para que estes se demitissem em grupo, tudo isto a um mês das eleições legislativas (servindo para lançar suspeitas sobre o actual governo), sendo este o plano B, após o fracasso da compra da TVI pela PT.
Eu não sei, eu sou parvo, mas parece-me que algumas pessoas têm a mania das teorias de conspiração. Cheira-me.
De mim para ti. Porque quero que te sintas perto, quero que sintas que me conheces bem.
Somos iguais, eu e tu, água da mesma fonte, fogo do mesmo sol, semente da mesma flor. E, ainda assim, tratam-nos de maneira tão diferente... Tão diferente que: Vivo nos palcos desde sempre. Desde sempre me conheço a representar. De figurante a personagem principal, vivo a esconder a vida. Por discórdia desta roda em que todos apodrecemos - que nos deixamos apodrecer - e à qual nos amarramos qual instrumento de tortura. Vivo com medo da tortura. Da tortura que tu, ele, ela; alguém possa ter como preconceito, suportada por religião, por opinião, por desconhecimento, por estupidez ou por coisa nenhuma. Vivo com medo de tudo e de coisa nenhuma. Uma espécie de monstro no armário que ora nos protege ora nos enterra - um monstro que só existe nos nossos pesadelos.
É deste monstro do armário que fujo. Aos quase 20 anos cheira a clássico, cheira a mofo, cheira a século passado, cheira a retrógrada! E tenho sede. Sede de vida que este modo perfilado de viver faz evaporar.
A esperança logo ali, mas tão perto da velha dor.
De mim para ti. Cansei de não dizer "Sim, sou! Sim, sou tudo aquilo que não sabias que era. Sim, sou aquilo que alguns dos teus amigos (talvez tu) usam para piadas e riem, riem, riem... Sim, sou gay! Sim, sou homossexual".
Debruço-me sobre mim mesmo. Fecham-se as cortinas, desligam-se as luzes. A luz que o óculo me aponta grita vida.
Olá, eu sou o Rui.
Recentemente, o nosso primeiro ministro tornou uma das prioridades para a sua re-candidatura a abordagem da problemática do casamento homossexual em Portugal. Como seria de esperar, não tardou muito a que surgissem opiniões populares sobre o assunto, com as quais eu concordo totalmente.
• Argumento 1: "Existem outros assuntos mais importantes que devem ser discutidos." - Tal como a impossibilidade que nós humanos temos de comer e ver televisão ao mesmo tempo, se a Assembleia discutir o assunto da homossexualidade o país entra em estagnação... Não me parece que o governo tenha multi-tasking. Desproporcionado, sem dúvida, para além de se tratar de um capricho e uma ambição de um nicho insignificante de 10% da população (cerca de 1000000 de pessoas).
• Argumento 2: "Ah e tal, permitir o casamento homossexual vai acabar com o conceito de família, pois pessoas do mesmo sexo não se conseguem reproduzir. Se se fecham em relações entre pessoas do mesmo sexo, não há filhos." - Não poderia concordar mais. É óbvio que se esta liberdade for aprovada vão começar a aparecer mais homossexuais (isto contagia) - por outro lado, se não for, os homossexuais vão continuar a amar e casar-se com pessoas de sexo diferente, o que vai resultar em famílias muito mais estáveis e felizes.
• Argumento 3: "Tudo bem que tenham o casamento, mas que lhe dêem outro nome." - Neste ponto, tudo se resume a uma questão de coerência. Para quê dar o mesmo nome a coisas semelhantes? Principalmente tratando-se de um cliché como é o caso. Sou da mesma opinião no que toca a outras coisas no nosso país: existem aldeias portuguesas que não tem cobertura de electricidade: concordo lhes seja disponibilizado esse serviço, mas por amor de Deus não lhe chamem electricidade: dêem-lhe outro nome!
• Argumento 4: "Se permitirmos o casamento homossexual em breve passamos a permitir casamentos poligâmicos e inter-espécies" - Obviamente! Tal como acontece actualmente com as leis que protegem deficientes em cadeira de rodas e lhes garantem o acesso a edifícios públicos: logo após a aprovação desta lei os restantes cidadãos começaram a exigir o mesmo tipo de acessos usando o automóvel (uma espécie de McDrive para a administracao pública) - numa palavra: ridículo!
Parecem-me bastante lógicos este tipo de raciocínios e opiniões. A verdade é que o estado existe para assegurar a manutenção dos direitos da maioria e nada mais. As minorias que se adaptem pois é delas esse dever. Já cometemos o erro no passado de permitir o casamento entre pessoas de raça diferente, não vamos cair no mesmo erro outra vez.
PS. 1: Eu não sou homofóbico pois conheço e tenho como amigos alguns homossexuais.
PS. 2: Não me parece necessário clarificar a intenção deste post, incluindo o sentido do post scriptum anterior.
PS. 3: A inclusão de um vídeo humorístico entre os argumentos não é desproporcionado. Afinal, todos eles me fazem rir.
Tenho uma predilecção especial pela análise dos conceitos de "satisfação de clientes" que vão existindo por este país fora. Este é, aliás, um dos meus hobbies favoritos. Hoje, por exemplo, surgiu mais uma oportunidade de poder pôr à prova esse conceito.
Gosto de coisas quentes. Dito isto, já deve ter percebido que estou a falar de torradeiras/sandwicheiras. Comprei uma há cerca de meio ano no Media Markt, Porto por €10. Durante este tempo, a coisa teve o comportamento previsível: a cada utilização derretia-se cada vez mais - e juro que não era sempre eu que mexia nela! - culminando num estado em que se podia (qual museu) vislumbrar o circuito interior - continuo a achar que a torradeira queria namorar comigo, mas eu estava pouco interessado no interior da moça.
Levei-a hoje, então, à loja onde a comprei para troca/devolução/reparação. Sempre lesando pelo bem-estar e satisfação do cliente, fui gentilmente informado que tal não seria possível pois o defeito teria sido por má utilização - desculpem-me lá, mas isso é ridículo... eu sempre disse à miúda que não queria nada com ela, que inclusive não gostava das misturas que ela às vezes fazia (e eu cá não gosto de misturas de todo)! Em resposta, pedi o Livro de Reclamações. Dez minutos depois, munido de uma nova torradeira e do dito livro, vem falar comigo o simpático gerente de loja que me informa: "Vamos fazer a troca, mas nada tem a ver com o facto de ter pedido o Livro de Reclamações". Eu acreditei no senhor, porque sou uma pessoa crente, e acrescentei: "Que giro, foi o que pareceu!". Não querendo ficar atrás, o senhor reiterou que efectivamente esta súbita mudança de posição nada tinha a ver com o facto de não ter vindo embora com a primeira resposta, e de ter feito valer os meus direitos. Adicionalmente, informa-me ainda que eu não conheço a legislação - e esta parte foi repetida, pelo que deve ter sido eco apenas - e que efectivamente esta avaria não estaria coberta pela garantia. Veríamos.
Vim embora, porque não gosto de monólogos (com uma torradeira nova).
Crossposted @Ironia em Sinfonia
Há pessoas muito estranhas neste mundo. Pior, há pessoas que acreditam em coisas muito estranhas. Pior ainda, há pessoas que acham que o que eu escrevo é suficientemente razoável para ocupar espaço num website público. Com isto, há pessoas que condenam um projecto com alguma - pouca... muito pouca - promessa de futuro ao falhanço.
Convidaram-me para fazer parte deste projecto contribuindo com as minhas opiniões sobre Tecnologia e Sociedade. Porquê estes temas? Bem, primeiro porque não gosto da Microsoft e, como tal, todas as oportunidades são importantes para a enxovalhar. Em segundo lugar, porque gosto de mim - e que melhor exemplo do que é ser socialmente responsável, relevante e interessante (e outras coisas acabadas em 'ante') do que eu próprio?!
Começa aqui a minha participação neste Ironia em Sinfonia - porque no mundo virtual, o texto ocupa pouco espaço no Lixo (ou na Reciclagem, no caso do Windows).
Crossposted @Ironia em Sinfonia
A minha vida é dividida em muito poucas actividades. Quem me conhece sabe que a maior parte do tempo é passado num único sítio (aliás, é passado em quatro sítios diferentes, mas só um interessa para o argumento): no elevador. Os outros, casa, escola e trabalho, são irrelevantes.
Sei-me um profissional analista da área elevatória, e é por isto que fico intrigado com alguns exemplares desse meio de transporte. O elevador da Faculdade de Letras da Universidade do Porto é, sem qualquer dúvida, uma espécie de comboio a vapor do século XXI. A robustez e tamanho da fera constrastam com a sua calma no trabalho; sem dúvida uma peça de arte e conforto da era moderna.
Somos, nós portugueses, sempre pioneiros nestas coisas, e este é apenas mais um caso. As aplicações desta tecnologia são imensas. Tomaremos como exemplo o funcionamento desta máquina no ex-World Trade Center: não só contribuiria para a diminuição dos níveis de stress dos trabalhadores, como também para permitir a concretização de sonhos. Passava a ser possível satisfazer desejos sexuais eminentes e, sem sair do local, assistir ao nascimento do seu produto. Melhor do que isso, era possível entrar no elevador e, quando este chegasse ao piso 0, aperceber-se que as torres já lá não estavam. Óptimo.
O jogo The Sims é a prova de que a vida não cabe num disco rígido.
Talvez a forma mais fácil e divertida de fazer algum dinheiro logo a seguir às profissões de político e porstitut@ (até o preço é semelhante a esta última profissão, mas com menos movimentos ainda, para além de não ser necessário encher a boca...).
Embora tenha o inconveniente de se contribuir para a Microsoft, fica a sugestão para os caríssimos cibernautas de uma forma de ganhar €20 apenas falando durante, aproximadamente, 30min.


Thoughtful
Photography
Funny
Worth visiting