O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou oficialmente em vigor em Portugal a 13 de maio de 2009, e foi já adotado por vários meios de comunicação social e empresas privadas. No entanto, a massificação da utilização da nova grafia dependerá necessariamente do hábito, e deverá tornar-se intuitiva durante os próximos anos. Até lá dependeremos de ferramentas que servirão para relembrar o que muda e atualizar corretamente a nossa grafia.
Este tutorial tem como objetivo facilitar a transição para o Acordo Ortográfico, e vai detalhar como instalar um corretor ortográfico da nova reforma no Mac OS X Snow Leopard ou Lion, ficando este disponível para todas as aplicações que utilizam o corretor do sistema.
No site Maracujá! poderá ser descarregado o ficheiro 'oo3x-pt-PT.oxt' para utilização com Mozilla Firefox que será também compatível com Mac OS X. Poderá ser encontrado nos separadores 'Software' > 'Correctores Ortográficos';
Uma vez descarregado, é necessário alterar a extensão do ficheiro de *.oxt para *.zip e, feito isto, descomprimir o arquivo;

Na pasta que se criou anteriormente, 'oo3x-pt-PT', deverá ser localizada a pasta 'dictionaries' que conterá os ficheiros 'pt_PT.aff' e 'pt_PT.dic'. Os ficheiros devem ser copiados para '~/Library/Spelling/' ou '/Library/Spelling/'conforme se pretenda que fiquem restritos ao utilizador atual ou disponíveis em todas as contas respetivamente. (A partir do Mac OS X Lion as pastas 'Library' ou 'Biblioteca' estão escondidas por defeito. Poderão ser acedidas através da opção 'Ir a pasta…' disponível no menu 'Ir' do Finder - atalho ⇧⌘G - basta escrever '~/Library/' ou '/Library/').

Aceder à opção 'Idiomas e Texto' das Preferências de Sistema e, no separador 'Texto', selecionar 'Português Europeu (Biblioteca)' na caixa de escolha 'Corrector Ortográfico:'

Se for utilizado mais do que um corretor linguístico (por exemplo, Português e Inglês), poderá ser selecionado na caixa de escolha 'Corrector Ortográfico:' a opção 'Automático por idioma'. Nesta mesma caixa é necessário clicar em 'Configurar…' no fundo da lista e, no painel que se abre, deverão ser escolhidos e organizados os idiomas que se pretende utilizar (entre eles, 'Português Europeu (Biblioteca)').
Reiniciando o Mac todas as aplicações que utilizam o corretor ortográfico de sistema deverão agora refletir as mudanças. Caso tal não aconteça, é importante verificar se no menu 'Ortografia e Gramática' de cada uma das aplicações o novo corretor está selecionado.
Esta publicação é um desvio do teor habitual deste blog (se for possível sequer definir qual esse teor seria). Aos que aqui chegaram apenas por esta publicação, espero que estas instruções representem uma ajuda válida, agradecendo desde já qualquer feedback que seja deixado nos comentários.
FYI:
Hi,
On October 9th I pre-ordered D-Link's Boxee Box. On November 5th the release date for this item was delayed to November 22nd. Then, on November 14th, Boxee Box was delayed again to December 17th. The following day I sent you an e-mail with the following:
"I purchased this item on 10 Oct 2010, and Amazon has the information that item will be released on November 17, 2010. How come it will only be dispatched 17 Dec 2010?"
And your answer was:
"I have checked your order #********** and found that due to an error it shows that estimated delivery date is on December 17, 2010. Rest assured that this error now has been cleared and we planned to ship your order on November 16, 2010 as per your recent account status."
Nevertheless, on November 17th I got yet another e-mail from Amazon delaying the Boxee Box to December 17th again. Interestingly, on the same day, the order was dispatched via MRW.
To top this all up, yesterday I got an e-mail from you guys saying:
"We wanted to let you know that we received your return for your order #********** and our returns department is now processing it."
I did not ask for a return, taking into consideration the package never even reached the country or was even registered at MRW's. To make things worse, and according to one of your representatives, "Unfortunately, we [amazon] can’t re-send orders that are returned to us as undeliverable" and now I have to wait an adicional 10 business days to order Boxee Box again. Also, since you charged my credit card in pounds, the refund has a lower value then what I initially paid (more on this later).
Yesterday afternoon I sent you another e-mail simply asking: "After letting your customer expectations down in so many ways all you do is say you're sorry?", and your wise answer was:
"Our site may include third-party advertising and links to other Web sites. We do not provide any personally identifiable customer information to these advertisers or third-party Web sites. (...)"
Finally, today, I was contacted by Caroline, from your escalation team, who stated:
"I understand that you placed an order and bought your item in GBP 205.95. This is the amount of money that we received. As you did not use the currency converter for this order your bank carried out the conversion at a higher rate than we would have."
I DO have, and always had, your Amazon Currency Converter turned on. It is just another feature in your website that simply doesn't work.
Amazon is a great place to buy stuff when everything goes as it should. When something fails your damage control is the worst I've ever seen. These are not "misunderstandings", these are the results of rude incompetence. You are far from being "Earth's Most Customer-Centric Company" as I thought you were.
Sincerely,
Rui Barbosa
Uma pessoa não vive inteiramente até viver em apartamentos. Uma das minhas vizinhas deixou-nos esta pérola na caixa de correio:
E a minha resposta, devidamente afixada à entrada do prédio, foi:
Porto, 21 de Setembro de 2010
Bom dia,
Esta carta é uma resposta à mensagem deixada na caixa de correio 3CT, que aqui citamos: “Domingo 19-9-2010 Da próxima vez que a vossa música à 1 hora da manhã se ouvir nos outros apartamentos chama-se a polícia.” Se o leitor não é o autor desta mensagem peço-lhe que ignore o seu conteúdo.
Informamos que recebemos a comunicação de V/Exªs, a qual agradecemos e que nos mereceu a melhor atenção. Permitam-nos as seguintes considerações:
Da mesma forma que o remetente não se identificou, também ficou por esclarecer o período em específico em que a “música à uma hora da manhã” se ouviu “nos outros apartamentos”. Se tal terá ocorrido na manhã de domingo, 19-09-2010, permita-nos apresentar as nossas mais sinceras desculpas e assegurar-lhe que tal será evitado no futuro. Consideramos que o volume da televisão era o adequado de modo a não perturbar os nossos vizinhos, com os quais pretendemos manter as mais cordiais relações, mas apercebemo-nos agora que terá havido equívoco nessa nossa consideração. Pretendemos cumprir à risca as regras básicas de vida em comunhão de paredes, regras essas que aqui ao lado se citam. (Se, por outro lado, tal aconteceu na manhã de segunda-feira (noite entre 19 e 20 de setembro) resta-nos alertar para o facto de ninguém estar neste apartamento a essa hora.)
Da mesma forma que teríamos todo o gosto em lamentar pessoalmente o sucedido a todos os que foram afetados de alguma forma por esta nossa falha, seria também apreciado que no futuro qualquer situação, questão ou problema nos fosse exposto também pessoalmente por parte de V/Exªs, no sentido de evitar esta troca imbecil de papéis em caixas de correio. Apropriado para escola básica, desnecessário numa comunicação entre adultos. Esperamos merecer de V/Exªs o mesmo respeito com que vos tentamos tratar, comprometendo-nos desde já a garantir que este tipo de incidentes não acontecem no futuro.
Sem mais, e agradecendo mais uma vez o alerta deixado, subscrevemos com os melhores cumprimentos e mais sinceras desculpas,
Rui Barbosa
P’lo 3º Centro Traseiras
Esse animal verde que invade os nossos bolsos. Ele não une, separa. Não lhe cortes as garras e vê o teu reflexo de riqueza na solidão.
As vírgulas pausadas que nos impedem monólogos de confissão - essas putas. Eles alimentam-se delas para não ouvir. Ninguém ouve. Ah, como amo a humanidade.
Como se já não houvesse pau suficiente no que toca a este assunto, esta história da prevista aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e imediata exclusão destes da possibilidade de adopção é, por si só, um pau de dois gumes.
Por um lado, é indiscutivelmente mais fácil a aprovação da igualdade no casamento por si só. Se adicionássemos o assunto "adopção" ao debate actual, tornava-se certo o fracasso da iniciativa do PS. Por outro lado, ao tratarmos estas questões separadamente abrimos o precedente a uma alteração explicitamente discriminatória no actual Código Civil.
Hipoteticamente, no artigo que se refere à adopção, regredimos de "Podem adoptar plenamente duas pessoas casadas ou em união de facto há mais de quatro anos e não separadas judicialmente de pessoas e bens ou de facto, se ambas tiverem mais de 25 anos" para "Podem adoptar plenamente duas pessoas de sexo oposto casadas ou em união de facto há mais de quatro anos (…)". Ainda não é certo se a alteração será nestes termos, ou se o PS optará por acrescentar uma alínea ao artigo em que explicitamente exclua os casais de pessoas do mesmo sexo. (fonte)
Para além de a partir de agora ficar escrito em bom português que a constituição portuguesa discrimina homossexuais, dando-lhes realmente um casamento de segunda categoria, cria-se também um dilema jurídico curioso: qualquer homossexual pode adoptar, excepto se estiver casado com uma pessoa do mesmo sexo. Assim: Os casais do mesmo sexo podem casar? Podem! Podem adoptar? Podem! Podem casar e adoptar? Nem por isso!
Resta-nos a esperança de que, com este nível de refutabilidade, a constituição seja novamente alterada nos próximos - vá - 3 anos. Foi o que demorou na Bélgica. (fonte) Assim seja. Não me parece que até lá tenhamos casais de pessoas do mesmo sexo casados há mais de 4.
A suspensão do Jornal de Sexta da TVI, que culminou no pedido de demissão da Direcção de Informação do mesmo canal, aconteceu devido a pressões por parte do governo em funções. Ora, a decisão, defendida unicamente pela administração da Prisa (grupo espanhol) e contestada pela administração da Media Capital (por Bernardo Bairrão) aconteceu a um mês das eleições legislativas por interesse do Partido Socialista, que já tinha tentado o mesmo aquando da compra da TVI pela PT.
Simplificando, o PS pressionou o grupo espanhol Prisa para impedir a apresentação do Jornal de Sexta pela Manuela Moura Guedes, orquestrando com a Direcção de Informação da TVI uma manobra de disfarça para que estes se demitissem em grupo, tudo isto a um mês das eleições legislativas (servindo para lançar suspeitas sobre o actual governo), sendo este o plano B, após o fracasso da compra da TVI pela PT.
Eu não sei, eu sou parvo, mas parece-me que algumas pessoas têm a mania das teorias de conspiração. Cheira-me.
De mim para ti. Porque quero que te sintas perto, quero que sintas que me conheces bem.
Somos iguais, eu e tu, água da mesma fonte, fogo do mesmo sol, semente da mesma flor. E, ainda assim, tratam-nos de maneira tão diferente... Tão diferente que: Vivo nos palcos desde sempre. Desde sempre me conheço a representar. De figurante a personagem principal, vivo a esconder a vida. Por discórdia desta roda em que todos apodrecemos - que nos deixamos apodrecer - e à qual nos amarramos qual instrumento de tortura. Vivo com medo da tortura. Da tortura que tu, ele, ela; alguém possa ter como preconceito, suportada por religião, por opinião, por desconhecimento, por estupidez ou por coisa nenhuma. Vivo com medo de tudo e de coisa nenhuma. Uma espécie de monstro no armário que ora nos protege ora nos enterra - um monstro que só existe nos nossos pesadelos.
É deste monstro do armário que fujo. Aos quase 20 anos cheira a clássico, cheira a mofo, cheira a século passado, cheira a retrógrada! E tenho sede. Sede de vida que este modo perfilado de viver faz evaporar.
A esperança logo ali, mas tão perto da velha dor.
De mim para ti. Cansei de não dizer "Sim, sou! Sim, sou tudo aquilo que não sabias que era. Sim, sou aquilo que alguns dos teus amigos (talvez tu) usam para piadas e riem, riem, riem... Sim, sou gay! Sim, sou homossexual".
Debruço-me sobre mim mesmo. Fecham-se as cortinas, desligam-se as luzes. A luz que o óculo me aponta grita vida.
Olá, eu sou o Rui.
Recentemente, o nosso primeiro ministro tornou uma das prioridades para a sua re-candidatura a abordagem da problemática do casamento homossexual em Portugal. Como seria de esperar, não tardou muito a que surgissem opiniões populares sobre o assunto, com as quais eu concordo totalmente.
• Argumento 1: "Existem outros assuntos mais importantes que devem ser discutidos." - Tal como a impossibilidade que nós humanos temos de comer e ver televisão ao mesmo tempo, se a Assembleia discutir o assunto da homossexualidade o país entra em estagnação... Não me parece que o governo tenha multi-tasking. Desproporcionado, sem dúvida, para além de se tratar de um capricho e uma ambição de um nicho insignificante de 10% da população (cerca de 1000000 de pessoas).
• Argumento 2: "Ah e tal, permitir o casamento homossexual vai acabar com o conceito de família, pois pessoas do mesmo sexo não se conseguem reproduzir. Se se fecham em relações entre pessoas do mesmo sexo, não há filhos." - Não poderia concordar mais. É óbvio que se esta liberdade for aprovada vão começar a aparecer mais homossexuais (isto contagia) - por outro lado, se não for, os homossexuais vão continuar a amar e casar-se com pessoas de sexo diferente, o que vai resultar em famílias muito mais estáveis e felizes.
• Argumento 3: "Tudo bem que tenham o casamento, mas que lhe dêem outro nome." - Neste ponto, tudo se resume a uma questão de coerência. Para quê dar o mesmo nome a coisas semelhantes? Principalmente tratando-se de um cliché como é o caso. Sou da mesma opinião no que toca a outras coisas no nosso país: existem aldeias portuguesas que não tem cobertura de electricidade: concordo lhes seja disponibilizado esse serviço, mas por amor de Deus não lhe chamem electricidade: dêem-lhe outro nome!
• Argumento 4: "Se permitirmos o casamento homossexual em breve passamos a permitir casamentos poligâmicos e inter-espécies" - Obviamente! Tal como acontece actualmente com as leis que protegem deficientes em cadeira de rodas e lhes garantem o acesso a edifícios públicos: logo após a aprovação desta lei os restantes cidadãos começaram a exigir o mesmo tipo de acessos usando o automóvel (uma espécie de McDrive para a administracao pública) - numa palavra: ridículo!
Parecem-me bastante lógicos este tipo de raciocínios e opiniões. A verdade é que o estado existe para assegurar a manutenção dos direitos da maioria e nada mais. As minorias que se adaptem pois é delas esse dever. Já cometemos o erro no passado de permitir o casamento entre pessoas de raça diferente, não vamos cair no mesmo erro outra vez.
PS. 1: Eu não sou homofóbico pois conheço e tenho como amigos alguns homossexuais.
PS. 2: Não me parece necessário clarificar a intenção deste post, incluindo o sentido do post scriptum anterior.
PS. 3: A inclusão de um vídeo humorístico entre os argumentos não é desproporcionado. Afinal, todos eles me fazem rir.
Tenho uma predilecção especial pela análise dos conceitos de "satisfação de clientes" que vão existindo por este país fora. Este é, aliás, um dos meus hobbies favoritos. Hoje, por exemplo, surgiu mais uma oportunidade de poder pôr à prova esse conceito.
Gosto de coisas quentes. Dito isto, já deve ter percebido que estou a falar de torradeiras/sandwicheiras. Comprei uma há cerca de meio ano no Media Markt, Porto por €10. Durante este tempo, a coisa teve o comportamento previsível: a cada utilização derretia-se cada vez mais - e juro que não era sempre eu que mexia nela! - culminando num estado em que se podia (qual museu) vislumbrar o circuito interior - continuo a achar que a torradeira queria namorar comigo, mas eu estava pouco interessado no interior da moça.
Levei-a hoje, então, à loja onde a comprei para troca/devolução/reparação. Sempre lesando pelo bem-estar e satisfação do cliente, fui gentilmente informado que tal não seria possível pois o defeito teria sido por má utilização - desculpem-me lá, mas isso é ridículo... eu sempre disse à miúda que não queria nada com ela, que inclusive não gostava das misturas que ela às vezes fazia (e eu cá não gosto de misturas de todo)! Em resposta, pedi o Livro de Reclamações. Dez minutos depois, munido de uma nova torradeira e do dito livro, vem falar comigo o simpático gerente de loja que me informa: "Vamos fazer a troca, mas nada tem a ver com o facto de ter pedido o Livro de Reclamações". Eu acreditei no senhor, porque sou uma pessoa crente, e acrescentei: "Que giro, foi o que pareceu!". Não querendo ficar atrás, o senhor reiterou que efectivamente esta súbita mudança de posição nada tinha a ver com o facto de não ter vindo embora com a primeira resposta, e de ter feito valer os meus direitos. Adicionalmente, informa-me ainda que eu não conheço a legislação - e esta parte foi repetida, pelo que deve ter sido eco apenas - e que efectivamente esta avaria não estaria coberta pela garantia. Veríamos.
Vim embora, porque não gosto de monólogos (com uma torradeira nova).
Crossposted @Ironia em Sinfonia

Thoughtful
Photography
Funny
Worth visiting